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A sexualidade da pessoa com deficiência (Parte-2) – Corpos diferentes?

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Na Parte 1 desta provocação reflexiva sobre a sexualidade da pessoa com deficiência, dei início de forma incisiva e provocante a uma saga que objetiva trazer à tona mais da Sexualidade natural a todo ser humano e, evidentemente, natural a pessoa com deficiência.

Nessa Parte 2, achei melhor modificar um pouco o título para facilitar o acesso quanto ao segmento da saga. Assim, os próximos artigos de opinião seguirão a ideia de título deste.

De início: o Preconceito

Como a pessoa com deficiência é “antes de mais nada pessoa” (ONU, 2014), quero, em princípio, nessa parte 2, discorrer a sexualidade sob a ótica preconceituosa da “sociedade dos corpos perfeitos” que julga o deficiente como assexuado, principalmente por erroneamente comparar os seus corpos com o corpo deficiente.

Cabe aqui um retorno dicionário Michaellis (2019) que traz a palavra preconceito como “conceito ou opinião formados antes de ter os conhecimentos necessários sobre um determinado assunto” e é com base nesse conceito de que preconceito é uma opinião ou julgamento sem fundamentação que dou continuidade a este artigo de opinião.

Continuando, o filósofo francês, Michel Foucault, em seus três livros intitulados “A História da Sexualidade”, em dado momento, no terceiro volume, faz menção ao corpo visto pela medicina nas questões de sexualidade e isso se reproduz hoje tanto na dita “sociedade dos corpos perfeitos” como no dia-a-dia das pessoas com deficiência.

Construção histórica

Historicamente somos influenciados pela medicina e a autoridade que essa importante ciência atribui aos indivíduos praticantes influencia pois, mesmo na atualidade, pouco ousamos ir contra o que o médico diz.

Não digo isso de forma pejorativa e sim para firmar que a construção histórica do ser humano sofre influências de várias vertentes, sejam elas da ciência, da religião ou da moral convertida das convenções sociais.

E é exatamente nas convenções sociais que o embate dos corpos perfeitos com os corpos deficientes ocorre.

O embate de corpos (comparações)

Quando pensamos em um corpo perfeito no tocante à sexualidade, pensamos em um corpo completamente capaz de ser participante de todas as nuances da sexualidade, não somente do sexo como ato, mas do todo que fora citado na Parte 1 dessa reflexão e, por outro lado, quando se pensa no corpo deficiente é como se faltasse algo, é visto como um corpo doente e, por assim ser, incapaz da vivência da sexualidade.

Arrisco-me a ir além e afirmar que qualquer corpo que fuja dos padrões socialmente impostos é visto como que não merecedores dos mesmos privilégios sexuais daqueles corpos socialmente determinados como perfeitos, inteiros, bem formados, sem falhas, sem limitações, enfim, perfeitos. Se é que há perfeição.

No entanto, com base na simples afirmação de que essa diferenciação entre corpos vem de um contexto historicamente construído, posso afirmar, gritar aos quatro cantos do mundo, sem nenhum receio, que não há diferenças entre corpos, que essa diferença habita muito mais o terreno das comparações preconceituosas do que a realidade vivida.

Finalizo enfatizando com todas as forças que o corpo, por ora chamado de deficiente, antes de mais nada é corpo, é pessoa, é ser humano, e por assim ser, altamente capaz da vivência das nuances da sexualidade em sua completude e beleza sem comparações.

Até o próximo!

Angelo Marcio (Assistente Social e Autor da página Deficientes Indignados do Brasil)

Referências Bibliográficas

BRASIL. Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência: Protocolo Facultativo à Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência: Decreto Legislativo nº 186, de 09 de julho de 2008: Decreto nº 6.949, de 25 de agosto de 2009: Declaração Universal dos Direitos Humanos. Vitória: Ministério Público do Trabalho, 2014. 124p. Projeto PCD Legal, 2014. Disponível em: LINK Acesso em 11 jul 2019.

PRECONCEITO. In: Dicionário Michaelis. 2019. Disponível em: LINK . Acesso em: 11 jul 2019.

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Angelo Marcio Cabeçahttps://deficientesindignados.com.br/
Olá! Sou Assistente Social, Técnico em Informática, gestor e desenvolvedor de projetos voltados a defesa dos direitos da Pessoa com Deficiência.
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